segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Madonna chega ao topo nos Estados Unidos, Brasil e domina charts de 61 países

As seis novas músicas do álbum Rebel Heart da cantora Madonna chegaram ao Top 10 e topo em 61 países do iTunes, um sucesso estrondoso da rainha do pop. O site da revista Rolling Stone publicou uma entrevista exclusiva com Madonna, confira: É certo dizer que você esteve muito ocupada nesses dias? Oh meu Deus, tão ocupada! Vamos falar de algo bom! O álbum está focado em dois temas: ouvir o seu coração e ser rebelde. Quando você se sentou para escrever, você já estava guiada por essa ideias antes de qualquer plano musical? Eu nunca sento e conscientemente penso que quero escrever sobre um tema. A música me leva às ideias e para onde eu quero ir emocionalmente. Quando eu comecei, estava escrevendo com o Avicii e seu time e foram separados em dois grupos. Um deles tinha mais proximidade para escrever com as batidas, sonoramente falando, e o outro time escolheu uma pegada mais obscura. A música me leva, e gosto de me perder no seu som e isso que cria um tipo de gosto emocional. Eu achei que fosse olhar para trás das minhas músicas e testemunhar o que havia escrito, pois eu estava vindo de dois lugares muito distintos. Isso acontece organicamente, não é planejado e fico observando “Oh, esses são os meus dois lados muito fortes que eu preciso expressar”. Então as decisões sobre em quem você confia para lhe guiar musicalmente são claramente bastante cruciais. Sim. E às vezes na fase da composição, elas são as pessoas com quem eu me sinto conectada, como ser humana, e sinto que me entendem como uma compositora e pessoa, então é mais fácil para escrever. Para escrever música, você precisa estar vulnerável, não pode ter medo de se expressar e dividir ideias. É quase como escrever em seu diário na frente de alguém e ler em voz alta. Algumas pessoas me fazem ficar confortável e me sinto conectadas com elas, e outras pessoas parecem um pouco estranhas para mim. É um exercício, jogar minhas ideias na sala e deixá-las fluírem, mesmo que não me sinta tão conectadas com alguém. Living for Love é uma triunfante canção sobre separação. É uma canção de separação (risos). Mas não é uma canção triste sobre separação. A questão é, muitas pessoas escrevem sobre estarem apaixonadas e felizes ou escrevem sobre um coração despedaçado e estar inconsolável. Mas ninguém escreve sobre ter o coração partido e estar esperançoso e triunfante depois disso. Então pensei, como posso fazer isso? Não queria compartilhar um sentimento sendo uma vítima. Esse cenário me deixa devastada mas me faz ficar mais forte. A canção casa com um clássico house com algum toque sintético do Diplo. Você o encorajou a ir um pouco além? Oh, eu não preciso encorajar o Diplo a ir além pra nada. De fato, tive que falar algumas vezes pra ele ficar mais calmo. Ele é meio elétrico às vezes. Acho que Living for Love é uma de suas produções mais maduras. Devil Pray corre o risco de ser mal interpretada por ser uma canção encorajando ou condenando as drogas, mas é mais sobre a busca da espiritualidade, certo? Eu não acho que quando as pessoas experimentam drogas estão conscientemente falando pra si mesmas que querem estar perto de Deus. Acho que é algo mais primitivo, uma coisa mais inexplicável que acontece onde eu acho que as pessoas se sentem quando estão lá longe e se conectam com o universo e apreciam coisas ou vêem detalhes que de oura maneira poderia ter perdido, ou sentindo algum tipo de alegria eufórica. No fim das contas esses sentimentos nunca acabam pois as drogas desgastam e em seguida há o efeito colateral. Sempre que você faz se sentir eufórico sinteticamente, acaba sendo ruim. E certamente não estou julgando pessoas que usam drogas ou dizendo “não use drogas”, porém, estou dizendo que você pode ter todas essas coisas para se conectar num outro nível, mas no final você estará perdido. Pessoas que querem sempre ficar assim estão insistivamente também tentando um outro nível mais alto de consciência, mas fazem isso de uma forma que não vai sustentá-los. Há também uma mensagem de buscar a espiritualidade através da união e não estar isolado. Sim, e essa é outra mensagem sutil da canção, e você tem mesmo que prestar atenção na letra e espero que as pessoas façam isso ao longo do tempo. A maneira como estamos mudando o mundo, ou a maneira que estamos indo em busca da alegria é através da unidade. Eu certamente não estou incentivando um comportamento religioso; quando digo que estão pensando num tipo de religião, eu acho que pensam sobre regras, dogmas e leis que separam. Quando eu digo espiritualidade, quero que entendam que estamos todos juntos, somos todos um. Temos que achar uma maneira de sentir alegria e trazermos juntos essa alegria para o mundo. E que no fim das contas isso é com consciência, não com drogas. Estamos num momento crítico, um tempo assustador e estranho, que não parece muito distante do mundo em Ghosttown. Sim, nós estamos e essa canção é uma espécie de olhar para o mundo de um jeito, vendo o colapso da civilização em torno de nós, por falta de uma palavra melhor. E no final, se não tivermos petróleo, eletricidade, telefones, computadores e todas essas conveniências modernas, teremos apenas uns aos outros, o ser humano. E essa canção é sobre reconhecermos isso. E ainda é uma canção reconfortante, não é uma canção assustadora ou que transmite medo. Não. Mais uma vez, esperançosa. Olhar para essa destruição e ver esperança. E é sobre isso que muitas das minhas canções nesse álbum falam. Se Living for Love é uma canção de separação, Unapologetic Bitch é a “foda-se”. Sim! (risos). É do tipo, foda-se, quero me divertir. Você acha que vai arruinar minha vida e que tudo acabou pra mim, mas quer saber? Não é. A vida continua… Diplo que produziu a canção e tem um papel interessante na música hoje, viajando o mundo coletando diferentes sons, ajudando outras culturas para dar sentido a elas. Como vocês se relacionam? Sabe quando você encontra alguém, trabalha juntos e percebe que os dois olham para a vida mesma maneira? Eu sou uma dessas pessoas, eu viajo o mundo também, me desenvolvo em outras culturas, e absorvo e vejo beleza em outras culturas por diferentes perspectivas, através da arte, literatura, da música, e a referência disso tudo me inspira no meu trabalho. E u acho que Diplo também tem isso. Nos reconhecemos como parentes de espírito. Quando nos encontramos, ele não sabia desse meu lado e eu não sabia desse lado dele, e não teve esse papo, foi mais algo do tipo “ei, viu isso?, ouve essa faixa. Gosta disso?”. Cada um mostrando a música que adora e reconhecendo que gostamos de um monte de coisas e depois começamos a trabalhar. Como veio a ideia de trabalhar Illuminati com Kanye West? Foi uma canção que escrevi em março ou abril. As pessoas estão sempre usando essa palavra illuminati mas sempre se referem da maneira errada. Até me acusam de ser membro do Illuminati e acho que hoje em dia na cultura pop iluminati é percebido como um grupo poderoso, de pessoas bem sucedidas que trabalham nos bastidores para controlar o universo. E me acusavam de ser membro disso, então eu esperei e fui saber qual era o real significado. Você pesquisa no Google essas coisas? Pois é muito divertido. Sim. Mas a questão é, eu sei quem são os verdadeiros Illuminati e sei de onde essa palavra veio. É um grupo de cientistas, artistas, filósofos, escritores, que surgiu como sendo a Era do Iluminismo, após a Idade das Trevas, quando não havia escrita, arte, criatividade, espiritualidade, e a vida era realmente bem parada. E depois disso, tudo floresceu. Por isso tivemos pessoas como Shakespeare, Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Isaac Newton, e todas estas grandes mentes e grandes pensadores foram chamados de Illuminati. Porque eles estavam iluminando a consciência. Sim, para ir na raíz da palavra, eles eram pessoas iluminadas. Não tinha nada a ver com dinheiro e poder. Claro que eles eram poderosos pois influenciavam pessoas. Mas seu objetivo era inspirar e iluminar. Então quando se referem a mim como membro do Illuminti, apenas tenho que agradecer. Obrigado por me colocar nessa categoria. Mas antes de agradecer, eu sinto como tivesse que escrever uma canção sobre o que os Illuminatis eram e não o que não eram. Quando mostrei minhas faixas demos pro Kanye, essa musica ressoou pra ele. Ele amou a melodia e já foi direto pra mesa de som. Ele literalmente ficou em cima da mesa de som, ficamos preocupados dele bater a cabeça no teto, mas não aconteceu. Ele estava muito ansioso com a música e acrescentou o seu toque musical e eu amei. Pra mim ele elevou a letra com a música. É como uma sirene alertando as pessoas. Quando você trabalhou com Nicki Minaj em Bitch I’m Madonna, você a orientou ou ela fez o que queria? Sempre que nós trabalhamos juntas ela sempre senta comigo e ouve a canção e diz “me explica o que é essa canção pra você”. Ela é muito metódica nos pensamentos. Nós conversamos, e descrevo sobre o que significa e o sentimento que gostaria e ela vai embora e trabalha nisso. Escreve e volta, faz uma versão, conversamos, alteramos. É uma colaboração total. Você disse que cada canção desse álbum foi feita sem produção, para poder deixá-las mais acústicas e ainda poder trabalhar por cima. Foi algo que já tinha pensado nos álbuns anteriores? Não. Muitas vezes eu pensava apenas na sonoridade, se eu queria um material dance ou uma balada. Dessa vez foi diferente, eu pensei – e isso tudo foi parte do meu Armageddon, pensando agora – o mundo está mudando e pra mim é como o que isso significou no final do dia? Tudo se resumiu a essas canções. Se você estivesse sozinha no fim do mundo, você poderia assim apenas mostrar essas canções? Sim. Se for só eu e o violão, ainda poderia mostrá-las? Em todas as canções eu precisava deixá-las mais simples e ser capaz de transmitir o que quero dizer apenas com minha voz e violão. Você já começou a pensar na reinvencão dessas canções para uma turnê? Estou pensando sobre isso. Mas agora esse lançamento no iTunes foi como uma corrida de 50 metros. As canções foram #1 em 41 países – pra você se sentir bem. E demonstra que os verdadeiros fãs ainda estão dispostos a pagar pela música. Sim, eles são extremamente leais e eu sou muito grata por isso. As músicas disponíveis são: Living For Love, Devil Pray, Ghosttown, Unapologetic Bitch, Illuminati e Bitch I'm Madonna, feita em conjunto com Nicki Minaj. Além de disponíveis para baixar, as faixas terão disponibilidade em serviços de streaming, ainda não especificados. Para 9 de fevereiro, está programada a liberação de mais músicas e o álbum completo será revelado na primeira semana de março de 2015. A produção de "Rebel Heart" foi realizada em Novo York, Los Angeles e Londres, contando com a colaboração de Diplo, Kanye West e Billboard. Segundo o comunicado, a decisão de antecipar as músicas ocorreu devido ao vazamento de diversos demos esta semana. "Eu prefiro que meus fãs escutem as versões completas das músicas ao invés das versões incompletas que estão circulando. Considerem estas 6 músicas um presente de Natal adiantado", disse a cantora em nota. Madonna disponibilizou a pré-venda de seu novo álbum, "Rebel Heart", que tinha seu lançamento previsto somente para 2015. A cantora contou a novidade três dias depois que 13 de suas músicas vazaram na internet, na última quarta-feira (17). Quem comprar o novo trabalho da cantora antecipadamente ganha o direito de baixar agora seis faixas: "Bitch I'm Madonna" (com participação de Nicky Minaj), "Devil Pray", "Ghosttown", "Illuminati", "Living for Love" e "Unapologetic Bitch". As canções já estão disponíveis para download pelo iTunes, que mostra que o disco completo terá 13 músicas a mais. A porta-voz de Madonna, Liz Rosenberg, disse à agência AP neste sábado que as demais faixas serão divulgadas no dia 9 de fevereiro, embora a previsão inicial fosse março. A profissional da equipe da popstar confirmou ainda que a liberação das canções foi mesmo adiantada por causa do vazamento dos últimos dias. "O Natal chegou mais cedo! Peça meu álbum na pré-venda e faça o download de seis faixas. Boas festas! #rebelheart", diz o post nas redes sociais da rainha do pop. "Estupro artístico" Na quarta-feira, Madonna havia se pronunciado sobre o vazamento das faixas em sua página no Facebook: "Isto é estupro artístico!! Estas [músicas] são demos antigas que foram roubadas, metade delas nem estará no álbum e a outra metade mudou. Iso é uma forma de terrorismo! Por que as pessoas querem destruir o processo artístico? Por que roubar? Por que não me dar a oportunidade de terminar e entregar o meu melhor?" Madonna também pediu, na ocasião, que os fãs não ouvissem o material e que, caso já tenham ouvido, não o levassem em consideração. O DJ Diplo, um dos produtores do álbum, já havia dito que o primeiro single do novo trabalho teria "uma pegada reggae". Há poucos dias, duas das 13 músicas vazadas já haviam caído na rede: "Rebel Heart" e "Wash All Over Me", esta última com participação de outro dos produtores do álbum, o também DJ Avicii. Madonna também tem reclamado de fotos suas que têm vazado na internet. Ela tem postado em sua conta no Instagram uma foto inédita que nem ela mesma sabe de onde surgiu. "Outra foto inédita de uma série que eu acabo de descobrir! Roubado e vendido de quem? Oh, meu Deus! São os meus fãs fazendo isso? Assim eu fico muito confusa. Roubar é um crime. #karma", escreveu ela na legenda.
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domingo, 21 de dezembro de 2014

Pelo segundo ano consecutivo, Calvin Harris lidera lista de DJs mais bem pagos

RIO — O escocês Calvin Harris lidera o ranking dos Djs mais bem pagos do mundo pelo segundo ano consecutivo, de acordo com a mais nova lista divulgada pela revista Forbes. Harris somou, nos últimos doze meses, cerca de US$ 66 milhões, tocando em mais de 125 shows. Com os números, superou a renda arrecadada por ele mesmo em 2013, que foi de US$ 46 milhões. Dessa vez o francês David Guetta, que já liderou a lista em anos anteriores, ficou com o segundo lugar, faturando US$ 30 milhões em um ano. Nos últimos 12 meses, ele esteve em turnê com Rihanna, escreveu canções para os últimos álbuns de Britney Spears e Lady Gaga e tocou em várias boates pelo mundo. A terceira posição ficou dividida entre o jovem sueco Avicii e o já consagrado Tiesto. Cada um arrecadou US$ 28 milhões no último ano. Foi o melhor desempenho de Avicii , desde que estreou com o álbum "True". Sua música "Wake me up" teve mais de 4 milhões de visualizações. Já o veterano DJ holandês continua se mantendo no topo das listas. O DJ mais bem pago do mundo, Calvin Harris, postou uma foto do ensaio fotográfico feito para a Emporio Armani, o escocês tweetou fotos de bastidores do seu primeiro shoot para os italianos. “Sinto afinidade com o ethos da marca”, declarou à People. “Calvin Harris é realmente cosmopolita, um homem jovem, dinâmico que é capaz de atrair as massas com sua música e energia”, afirmou Armani. “Ele não é naturalmente um modelo e isso cria um engajamento mais sincero com o público”, completou o estilista à revista. O quinto lugar do ranking foi ocupado por Steve Aoki, com US$ 23 milhões. Apesar de ser a primeira vez que aparece na lista, ele se esforça para alcançar posições ainda maiores. Tocando em até três festas por noite, ele conseguiu fazer 277 apresentações no período, superando com folga todos os integrantes da seleção. Harris, de 30 anos, foi alçado ao estrelato após se apresentar com ícones do pop atual, como Rihanna e Kesha e tocar em festivais como o Coachella, que acontece na Califórnia, nos EUA. Com 15 anos de atividade, ele trabalha atualmente em seu quarto disco de estúdio. A publicação elaborou o ranking baseado nas apresentações, venda de músicas e ações comerciais de cada um dos DJs. CONFIRA OS DEZ DJS MAIS BEM PAGOS DA ÚLTIMA LISTA 1 - Calvin Harris - US$ 66 milhões 2 - David Guetta - US$ 30 milhões 3 - Avicii e Tiesto - US$ 28 milhões 5 - Steve Aoki - US$ 23 milhões 6 - Afrojack - US$ 22 milhões 7 - Zedd - US$ 21 milhões Publicidade 8 - Kaskade - US$ 17 milhões 9 - Skrillex - US$ 16,5 milhões 10 - Deadmau5 - US$ 16 milhões Fonte: Globo.com
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Alok, Felguk, Gui Boratto: A música eletrônica do Brasil conquistou o mundo

Grandes artistas se destacam no cenário musical brasileiro, agora a música eletrônica vive um momento brilhante e bem brasileiro. A produção de música eletrônica no país cresceu, ganhou fama e arrebatou fãs na Europa e nos EUA. O Brasil do bate-estaca agora rivaliza com o país da bossa nova. Nos anos 1960, a música brasileira chamou a atenção do mundo. A bossa nova de Tom Jobim e João Gilberto ganhou tamanha projeção no exterior que, até hoje, “Garota de Ipanema” ostenta o posto de segunda canção mais executada no planeta, atrás apenas de “Yesterday”, dos Beatles. Mais de seis décadas depois, a invenção musical brasileira volta a surpreender os ouvidos estrangeiros, desta vez com um estilo bem diferente, o eletrônico. Nas pistas do mundo inteiro, o público se empolga ao som do batidão único, animado e cheio de personalidade do eletrônico brasileiro. Ele virou item de exportação da cultura musical. Nomes de DJs brasileiros como Felguk, Renato Ratier e Gui Boratto se tornaram familiares no exterior. Regularmente, tocam para multidões de até 200 mil pessoas e arrancam elogios dos maiores nomes da indústria musical. O remix autorizado de artistas consagrados, como Madonna, é feito por brasileiros, em outra demonstração de prestígio. Recentemente, o jornal inglês The Financial Times colocou o DJ Renato Cohen entre os 25 brasileiros mais influentes do mundo, ao lado de Neymar, Gisele Bündchen e Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal. Hardwell, o DJ mais celebrado do mundo, vira e mexe apresenta sucessos brasileiros para as multidões. Agora, num movimento paralelo, os estrangeiros começam a descobrir que o Brasil também é um bom lugar para curtir esse tipo de música. A revista americana Forbes disse que o país é a nova “meca da música eletrônica”. A fama, confirmada pela britânica The Economist, se traduz em números animadores. No ano passado, mais de 27 milhões de pessoas participaram de eventos ligados à música eletrônica no Brasil. DJs famosos não vêm ao Brasil apenas para tocar. Fazem pesquisa musical, se alimentam do estilo brasileiro, incorporam músicas criadas pelos DJs nacionais a suas apresentações e criam batidas inspiradas por eles. O produtor americano Diplo, um dos grandes nomes da cena eletrônica, é fã declarado do “baile funk”, gênero baseado na batida carioca. O DJ britânico Fatboy Slim, frequentemente visto pelos camarotes no Carnaval, tem um amor documentado pelo Brasil. Seu mais novo álbum chama-se Bem Brasil. Annie Mac, uma DJ britânica, afirmou neste ano: “No Brasil, você pode sentir a música das festas das cidades ecoar nas montanhas”. “Evoluímos muito nos últimos três anos”, afirma Claudia Assef, jornalista que escreve sobre música eletrônica há 21 anos e publicou o livro Todo DJ já sambou (Conrad, 264 páginas, R$ 46). “Sempre houve DJs tocando, mas as músicas brasileiras não eram necessariamente de alta qualidade, como hoje”, diz Claudia. Os disc jockeys surgiram no país no tempo das discotecas, nos anos 1980. Só agora começam a ser valorizados. “O Brasil é famoso por ter os melhores DJs, que não são reconhecidos aqui”, diz Cohen, há 20 anos no mercado. Paulistano, tornou-se mundialmente conhecido em 2002, com o lançamento da música “Pontapé”. Passou a se apresentar nos mais importantes festivais do mundo, do Japão à Alemanha. Desde então, é apontado como o nome que contribuiu para consolidar estilos como tecno e house, que antes não tinham tanta aceitação nas pistas. “Antes me perguntavam se eu fazia samba. Diziam que, por tocar eletrônico, eu era exótico. Agora é de igual para igual”, diz ele. Cohen foi exceção no mercado. Poucos DJs nacionais conseguiram fama internacional antes de 2012. Foi só com a expansão do estilo comercial EDM, ou electronic dance music, que a música eletrônica se tornou um gênero universal e abriu portas ao talento brasileiro. Existe hoje um estilo claramente definido de música eletrônica brasileira? “Não há uma escola de música brasileira em que todos tenham a mesma cara”, diz Cohen. “A habilidade do brasileiro é pegar tudo, de todos os lugares. Todos falamos a mesma coisa, mas de jeitos diferentes. A identificação vem da junção de ideias.” É pela internet que a maioria dos artistas brasileiros chega ao mercado estrangeiro. A música eletrônica não circula na TV, como um clipe de pop ou rock. Os DJs brasileiros publicam e divulgam sua música em sites especializados – o maior deles é o Beatport. Esperam que um nome consagrado resolva tocá-la numa festa importante. É assim que o sucesso acontece. Foi pela internet que o paulistano Felipe Tampa, ou FTampa, de 30 anos, tornou-se conhecido. Depois de cinco faculdades incompletas e uma banda de rock que não decolou, em 2013 ele fez uma música chamada “Kick it hard” (sua versão de “Pontapé”) e publicou-a num site de música eletrônica. As rádios do festival belga Tomorrowland, considerado o maior do mundo, tocaram sua música. Ele estourou lá fora. “Essa é a forma normal de ficar conhecido”, diz FTampa. “A música é sempre renovada pela internet. O jovem que faz a moda abraçou o eletrônico. Estamos com uma força absurda.” As casas noturnas também serviram como trampolim para muitos DJs. “Espaços como a D-Edge, em São Paulo, foram um chamariz para os DJs internacionais chegarem aqui e conhecerem o cenário brasileiro”, diz Cláudia. Atualmente, algumas pistas no Brasil desbancam até a famosa Ilha de Ibiza, na Espanha, conhecida pelas festas que recebem grandes nomes do eletrônico. O Balneário Camboriú, em Santa Catarina, é o lar de diversas casas noturnas internacionalmente reconhecidas pela música eletrônica, incluindo algumas de Ibiza, como Pacha e Space. Em 2013, os leitores da britânica DJ Magazine elegeram a catarinense Green Valley como a melhor pista de música eletrônica do mundo. Outras seis casas brasileiras apareceram na lista das 100 mais. Com toda essa celebração, a música eletrônica virou um grande negócio. O megafestival Tomorrowland terá sua primeira edição no Brasil em maio de 2015, em Itu, interior de São Paulo. Anunciado pelo DJ David Guetta em julho deste ano, o evento esgotou seus 180 mil ingressos em menos de três horas. Em 2009, a indústria mundial de música eletrônica movimentava algo em torno de R$ 3 bilhões. Atual­mente, passa dos R$ 20 bilhões – e os brasileiros sonham com uma fatia maior do negócio. O coordenador do curso de produção de música eletrônica da Faculdade Anhembi Morumbi, de São Paulo, Leonardo Vergueiro, vê com reservas o título de “meca da música eletrônica” atribuído ao Brasil. “Ainda não chegamos a esse ponto”, diz ele. Houve aumento da produção e do consumo, mas muitos continuam dançando sem saber o que estão ouvindo. “Caminhamos para um cenário em que quem faz a música é tão importante quanto o DJ que a toca”, diz ele. Quando esse momento chegar, as músicas eletrônicas brasileiras serão tão identificáveis e tão famosas quanto “Garota de Ipanema”. Ah claro, Alok é atualmente o maior DJ brasileiro, de maior sucesso e chegou ao TOP 50 HOUSE MAG. Fontes: Época, Globo.com e I Like Music Blog.
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sábado, 20 de dezembro de 2014

Gabriel Medina é campeão mundial de surfe: Reveja a vitória de Medina no Round 3 do Pipe Masters

O sonho que virou realidade. Assim Gabriel Medina classificou o título mundial de surfe, inédito para o Brasil, conquistado nesta sexta-feira ainda durante a etapa de Pipeline, no Havaí. O brasileiro de apenas 20 anos – completa 21 na próxima segunda-feira – fez questão de agradecer todas as pessoas que o ajudaram a chegar até o título que marca a história do surfe brasileiro. "Eu ainda preciso surfar, mas quero comemorar com todas essas pessoas. E queria agradecer o trabalho que todos fizeram por mim. Queria agradecer minha mãe e meu pai. O que eu sonhava hoje se tornou realidade", afirmou ainda durante a bateria de quartas de final. Medina, que chegou à ilha americana como líder do ranking da ASP (Associação dos Surfistas Profissionais), assegurou a conquista depois que o também brasileiro Alejo Muniz bateu o australiano Mick Fanning na repescagem (quinto round) por 6,53 a 2,84. Mas o título mundial viria de qualquer forma, já que Gabriel Medina avançou até a final, resultado que precisava para não depender de Fanning. Na decisão, porém, perdeu para o australiano Julian Wilson, que acabou ficando com o título da Tríplice Coroa. O brasileiro Gabriel Medina entrou para a história do surfe. Pela primeira vez, um representante do Brasil se sagrou campeão Mundial. Depois de Medina fazer história em Pipeline, no Havaí, os famosos começaram a se manifestar nas redes sociais para apoiar o brasileiro. Até a presidente Dilma Rousseff usou sua página nas redes sociais para falar do atleta. "Parabéns ao @gabriel1medina, primeiro brasileiro campeão mundial de surfe! Orgulho do Brasil! #ValeuMedina", escreveu. "O melhor do Mundo!!! Moleque, estou feliz demais por você... Parabéns!!! Que Deus continue te fazendo brilhar irmão... Desfruta desse título que você mereceu muito", disse Neymar. A atriz Fiorella Mattheis, que está em Pipeline ao lado de Alexandre Pato, postou um vídeo do momento em que Medina foi campeão e parabenizou o brasileiro. Histórico!!! Parabéns, @gabriel1medina! Você merece! - Edmundo, ex-jogador Campeão do mundo!!!! Parabéns Gabriel Medina quanto talento, foco e humildade!!! O esporte proporciona coisas incríveis...sem palavras - Bruninho, levantador da seleção brasileira de vôlei Que lindo. Parabéns Medina. É campeão - Fernando Meligeni, ex-tenista Parabéns garoto! Gabriel Medina ídolo - Glenda Kozlowski, apresentadora da Globo Parabéns Gabriel Medina!!! Deus escreveu essa história para um moleque merecedor, a sua raça e humildade prevaleceram, continue assim é curta muito o momento que é demais!!!! Agora podemos nos sentir um pouco mais completo, mais um campeão mundial para nosso Brasil.... #emocionante #campeaomundial #surf... Valeu Alejo, surfou muito e ajudou a trilhar essa história... E #vamosquevamos #2014 - Sandro Dias, skatista Moleque focado!! Novo ídolo nacional! O primeiro brasileiro campeão mundial de surfe! Parabéns Gabriel Medina - Nalbert, ex-jogador de vôlei Orgulho!!!!!!!! @gabrielmedina Campeão mundial!!!!!! - Maya Gabeira, surfista Uhuuulll!! Parabéns Medina!! #Medina #surf #campeaomundial - Fabiana Beltrame, atleta do remo É isso ai manooooooooo! Deus é bom!!!! CAMPEÃO MUNDIAL! Brasillllllllll! Sem palavras!!!! - Flavio Saretta, ex-tenista Sem palavras. Que momento pro esporte brasileiro. Parabéns @gabriel1medina pro título mundial. Gigante - Bruno Soares, tenista. Parabéns ao nosso campeão @gabrielmedina - Lyoto Machida, lutador de MMA Com a prancha do campeão mundial de surfe!!! Valeu moleque Medina!! Parabéns pela conquista HISTÓRICA!! - Robinho, atacante do Santos. É muito bom quando um monstro do esporte também é gente fina e humilde. Esse é o Gabriel Medina! Parabéns moleque, voce merece! O Brasil tem as melhores praias, as melhores gatas e agora o melhor surfista do mundo - escreveu Felipe Andreoli. Vai po***! Campeão Mundial moleque, é tua cara*** - falou o ator Caio Castro.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Overtraining e seus efeitos: cuidado para não exagerar nos treinamentos

Sabe o que é a síndrome de overtraining? Trata-se de um problema que ocorre quando o atleta faz mais exercícios do que seu corpo é capaz de se recuperar. Ao tentar melhorar o desempenho em treinamentos e provas, os corredores exageram no volume da atividade física sem ter o descanso adequado e escolhem uma dieta incorreta. As consequências, no entanto, vão da ordem muscular, passando por problemas nas articulações, e resultam em malefícios no sistema imunológico e no aspecto psicológico do corredor. Acredita-se que a gênese da síndrome de overtraining esteja diretamente relacionada com uma estratégia de treino denominada "teoria da supercompensação", que se fundamenta no princípio da sobrecarga progressiva. Essa teoria afirma que as reservas energéticas gastas durante o processo de contração muscular são repostas apenas no período de recuperação, ou seja, de descanso. Segundo o preparador físico Manuel Lago, o overtraining tem uma incidência maior em corredores de média e longa distância e implica em problemas das mais diversas ordens, como insônia, lesões agudas e crônicas, o sistema hormonal se desequilibra, irritabilidade, diminuição da performance e alteração da pressão arterial. - Além dos problemas nos treinos, vai interferir em várias coisas que afetam a qualidade de vida. Para evitar o overtraining, é essencial obedecer seu treinador. Como forma de prevenir, o atleta precisa conhecer cada vez mais seu corpo, identificando sensações como preguiça, cansaço, exaustão para saber avaliar melor, o seu rendimento no treino - disse Manuel Lago, que acrescenta: o problema pode ser leve, moderado ou severo. As causas fisiológicas e metabólicas: - Elevação do nível do cortisol (hormônio que quebra o tecido muscular para forma energia); - Déficit proteico; - O catabolismo (reações de quebra de moléculas para produzir energia) supera o anabolismo (reações de síntese de substâncias); - Estresse no sistema nervoso central provocando distúrbios hormonais (ver coluna sobre a tríade da mulher atleta que eu escrevi para o site); - Tempo insuficiente para reparar os micro-traumas no músculo esquelético provocados pelo exercício. Problemas que o overtraining traz aos atletas: - Perda de condicionamento físico com perda de força e resistência; - Dor muscular persistente; - Sensação de fadiga crônica; - Elevação significativa da frequência cardíaca em repouso (este é um sinal bem típico); - Mudança de humor com quadro de depressão e irritabilidade; - Queda da resistência imunológica; - Perda da qualidade do sono. De acordo com o fisiologista Turibio Barros, o tratamento do overtraining é obrigatoriamente a redução drástica do treino ou em casos mais graves a interrupção da atividade física e das competições. Quando o atleta busca bons resultados e melhor qualidade de vida, ele deve ter acompanhamento de um médico, profissional de educação física, nutricionista e também um fisioterapeuta. Sendo diagnosticado em tempo, sem que haja complicações mais sérias, principalmente as provocadas pelos distúrbios hormonais, o quadro felizmente é reversível. Fonte: Globo.com
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