quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vitaminas do complexo B são essenciais para o sistema neurológico

Referidas como vitaminas do complexo B, as oito vitaminas B - B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12 - desempenham um papel importante em manter nosso corpo funcionando como máquinas bem lubrificadas. Estes nutrientes essenciais ajudam a converter os alimentos em combustível, o que nos permite ficar energizados durante todo o dia. Embora muitas das seguintes vitaminas trabalhem em conjunto, cada uma tem seus próprios benefícios específicos - desde promover a pele e cabelo saudáveis a impedir a perda da memória ou enxaquecas. Então, é hora de começar a estocar complexo B? Não necessariamente, diz a nutricionista, Tanya Zuckerbrot, autora de The Miracle Carb Diet: Make Calories and Fat Disappear – with Fiber. “Tomar uma vitamina do complexo B não irá criar o estado de alerta ou de energia elevada da maneira que a cafeína faz.” A boa notícia? “As chances são de que em geral as pessoas já consomem suficientes vitaminas do complexo B de seus alimentos." Leia mais para descobrir por que cada vitamina B é tão importante: B1 (Tiamina) A vitamina B1 ajuda o corpo a produzir novas células saudáveis. É muitas vezes chamada de vitamina anti-stress por causa de sua capacidade de proteger o sistema imunológico. Quando consumido muito carboidrato (ou para se preparar para uma grande corrida ou apenas porque a pizza está muito saborosa), estudos dizem que esta vitamina é necessária para ajudar a quebrar os carboidratos simples. Obtê-la a partir de: Cereais integrais, amendoim, feijão, espinafre, couve, melaço e germe de trigo. B2 (Riboflavina) Esta vitamina B funciona como um antioxidante para ajudar a combater os radicais livres (partículas no corpo que danificam as células) e pode prevenir o envelhecimento precoce e o desenvolvimento de doenças cardíacas. A riboflavina também é importante para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, o que é necessário para o transporte de oxigênio em todo o corpo. Vários estudos sugerem que a B2 pode ajudar a evitar dores de cabeça, mas é necessário mais investigação para se ter certeza. E tome cuidado, enquanto que a luz solar faz bem ao corpo, a luz ultravioleta reduz o teor de riboflavina em fontes de alimento. O leite, por exemplo, é mais adquirido em recipientes opacos de modo a manter essa vitamina sem quebra. Obtê-la a partir de: amêndoas, arroz selvagem, leite, iogurte, ovos, couve de Bruxelas, espinafre e soja. B3 (Niacina) Um dos principais usos da niacina é aumentar o colesterol HDL (o colesterol bom). E quanto maior o HDL de uma pessoa, menos colesterol ruim no sangue. A deficiência de vitamina B3 é muito rara em países desenvolvidos, embora o alcoolismo tenha sido demonstrado facilitador desta deficiência. A niacina, usada topicamente e ingerida, também foi encontrada para tratar a acne. Obtê-la a partir de: levedura, carne vermelha, leite, ovos, feijão e vegetais verdes. B5 (Ácido pantotênico) Pequenas quantidades de vitamina B5 são encontradas em quase todos os grupos de alimentos - o seu nome mesmo diz isso. Pantotênico vem da palavra grega Pantothen que significa "de todos os lugares". Além de quebrar as gorduras e carboidratos para energia, é responsável pela produção de hormônios relacionados ao sexo e ao estresse, incluindo a testosterona. Estudos mostram que a vitamina B5 também promove a pele saudável com a capacidade de reduzir os sinais de envelhecimento da pele como vermelhidão e manchas. Obtê-la a partir de: Abacate, iogurte, ovos, carne e legumes. B6 (Piridoxina) Juntamente com as vitaminas B12 e 9, a B6 ajuda a regular os níveis do aminoácido homocisteína (associado com a doença cardíaca). A piridoxina é uma jogadora importante nos padrões do humor e do sono, pois ajuda o corpo a produzir serotonina, melatonina e norepinefrina. Alguns estudos sugerem que a vitamina B6 pode reduzir a inflamação em pessoas com doenças como artrite reumatóide. Obtê-la a partir de: frango, peru, atum, salmão, lentilhas, sementes de girassol, queijo, arroz e cenouras. B7 (Biotina) Por causa de sua associação com o cabelo saudável, pele e unhas, esta vitamina B também é conhecida como “vitamina da beleza”. Ela pode ajudar as pessoas com diabetes no controle dos níveis de glicose no sangue. Esta vitamina B é especialmente importante durante a gravidez, porque isso é vital para o crescimento normal do bebê. Obtê-la a partir de: Cevada, fígado, levedura, carne de porco, frango, peixe, batatas, couve-flor, gema de ovo e nozes. B9 (Ácido fólico) Você pode ter ouvido outro nome para a vitamina B9 - ácido fólico - que é a forma sintética usada em suplementos e alimentos como cereais e pão fortificado. Estudos sugerem que o folato pode ajudar a manter a depressão na baía e evitar a perda de memória. Esta vitamina também é especialmente importante para as mulheres que estão grávidas, uma vez que ela suporta o crescimento do bebê e previne defeitos neurológicos de nascimento. Obtê-la a partir de: folhas verdes escuras, aspargos, beterraba, salmão, vegetais de raiz, leite, trigo bulgur e feijão. B12 (Cobalamina) Esta vitamina B é um jogador que joga em muitas posições. A cobalamina trabalha com a vitamina B9 para produzir células vermelhas no sangue e ajudar o ferro a fazer o seu trabalho: criar a proteína que transporta o oxigênio, a hemogloblina. Desde que a vitamina B12 só é encontrada em produtos de origem animal, os estudos mostram taxas mais elevadas de não comedores de carne com deficiência. “Mas a menos que você seja vegetariano”, Zuckerbrot diz: “não é difícil de obter o suficiente desta vitamina em sua dieta. "Para aqueles que são deficientes, pode ser necessário suplementar a dieta com a vitamina B12. Obtê-la a partir de: peixes, mariscos, produtos lácteos, ovos, carne bovina e suína. Traduzido por Essential Nutrition Autora: Nicole McDermott Artigo na íntegra: http://dailyburn.com/life/health/benefits-vitamin-b-complex/ e Essential Nutrition.
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Wolverine aparece no último trailer de "X-Men: Apocalipse" da Fox

Seguindo, assim, o seu processo tradicional para lançamento na melhor tecnologia em exibição de cinema que temos hoje. A IMAX Corporation e a Fox anunciaram que ‘X-Men: Apocalipse‘ será lançado em IMAX apenas no mercado internacional. Como o dólar está mais caro, o retorno no valor do ingresso IMAX – que é elevado em comparação com as demais tecnologias – ajudará a bilheteria a nível mundial, sobretudo, em países como China, Coréia do Sul e Japão, onde essas salas estão ganhando ainda mais expansão. A ação tão esperado X-Men: Apocalipse, chega aos cinemas do Brasil no dia 19 de maio – uma semana antes de estrear nos EUA (27 de maio). Conforme prometido, a 20th Century Fox acaba de divulgar o terceiro trailer completo. Além de uma curta aparição das garras do Wolverine (Hugh Jackman) roubando a cena, o vídeo traz várias cenas inéditas. X-Men: Apocalipse chega aos cinemas em 19 de maio. Desde o começo da civilização, ele era adorado como um Deus. Apocalipse, o mutante mais poderoso do Universo X-Men, acumulou o poder de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Quando desperta milhares de anos depois, ele fica desiludido com o mundo que encontra nos dias de hoje, e recruta um poderoso grupo de mutantes poderosos, incluindo um desencorajado Magneto (Michael Fassbender), para exterminar a raça humana e criar uma nova ordem mundial, pela qual ele reinará. Com o destino da Terra por um fio, Mística (Jennifer Lawrence), com a ajuda do Professor X (James McAvoy) vai liderar uma equipe de jovens X-Mencontra o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.
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domingo, 24 de abril de 2016

Entenda como são feitos os exercícios do treinamento funcional

Criado para agir de acordo com a necessidade de quem pratica, o Treinamento Funcional pode fortalecer músculos e queimar muitas calorias. Já o Pilates contribui para uma melhora significativa no equilíbrio entre o corpo e a mente. E o que esperar do resultado da união dessas duas técnicas que só têm trazido melhoras para o bem estar das pessoas? O método Pilates é para todas as idades: jovens que querem se relacionar melhor com os limites do próprio corpo, adultos que precisam escapar da rotina e idosos que procuram melhorar a qualidade de vida. Executada a partir de técnicas com poucas repetições, a prática consiste em trabalhar a musculatura de forma suave e fluente, por meio da concentração e controle do corpo. Na academia há diversos aparelhos que trabalham um músculo por vez e, em geral, os praticantes não precisam pensar muito para realizar os exercícios. Mas para fazer o treinamento funcional são usados apenas alguns acessórios e os exercícios apresentam uma complexidade maior. Apesar dos benefícios do treino global, pode haver um risco maior para lesões. O melhor então é contar sempre com a supervisão de um especialista, um profissional de Educação Física. Além da tonificação muscular, o treinamento funcional implica numa maior complexidade do movimento e no envolvimento de várias capacidades físicas. Isso faz com que o organismo tenha um gasto energético muito maior, além de trazer grandes contribuições, como a melhora da flexibilidade, o emagrecimento, a otimização da coordenação motora, o ganho de equilíbrio e o condicionamento cardiorrespiratório. Isso tudo além de motivação e da elevada autoestima. Assunto bastante em voga entre os praticantes de atividade física tem sido o Treinamento Funcional. Diferentemente do acontece com outras propostas de treino, no treinamento funcional o foco é a funcionalidade do indivíduo e tudo isso por quê? Porque o seu objetivo é, a partir da individualidade de cada sujeito, prescrever uma proposta de treino que se converte em benefício à sua vida quotidiana. Assim sendo, quem opta por este tipo de treinamento deve estar ciente que o seu extrapola os aspectos estéticos pura e simplesmente. Acredito até mesmo,como já apontaram estudos da área, que para este fim os convencionais treinos de hipertrofia, por exemplo, se mostram de modo mais eficiente. Quando se pensa em treinamento funcional nos remetemos ao conceito de aptidão física relacionada à saúde e a séries compostas pela prescrição de movimentos que vão dos mais simples aos mais complexos ao longo da periodização proposta. Dessa forma, movimentos como agachar, avançar, abaixar, puxar, empurrar, levantar e girar vão compondo desafios a serem superados pelos praticantes que se identificam com as propostas, já que elas foram pensadas a partir da sua realidade e agregam o prazer às suas ações. Minha experiência tem mostrado que esta esfera instigadora do Treinamento Funcional tem quebrado a monotonia das antigas séries prescritas para treinos de hipertrofia, resistência, etc, e isso tem mantido os alunos nos centros de treinamento. Este aluno também se mostra mais autônomo e a ludicidade dos treinos facilita a interação com os demais freqüentadores desses espaços. Além disso os ganhos de equilíbrio e coordenação pouco visíveis nos demais tipos de treino de musculação são bastante visíveis nos adeptos a essa proposta de atividade física. As aulas podem ser em grupo ou individual, e na maioria das vezes, são realizadas no chão ou com o auxílio de aparelhos, que variam entre molas, tiras e outros aparatos. Alguns dos efeitos já podem ser notados em poucas semanas: alongamento dos músculos de acordo com os limites do seu próprio corpo, correção da postura e fortalecimento da musculatura são alguns deles. Além disso, a técnica de Pilates não faz com que o praticante saia exausto e as aulas acontecem em locais tranquilos. O Treinamento Funcional, por sua vez, pode agir como um aliado nas práticas esportivas. É um método dinâmico que usa a carga do próprio corpo para realizar o exercício, porém, também pode contar com a ajuda de acessórios. O treino funcional implica em um grande gasto energético e tem como bases movimentos naturais, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar. O praticante ganha flexibilidade, agilidade, condicionamento físico e resistência. As práticas são distintas, mas trazem ótimos resultados quando realizadas intercaladas em um único plano de exercícios. Por exemplo: em alguns dias da semana o Pilates vem como um exercício leve, que trabalha o equilíbrio e o bem estar, e em outros, o treinamento funcional foca na resistência e no condicionamento físico.
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Beyoncé lança de surpresa novo ‘álbum visual’ intitulado Lemonade

Há cerca de uma semana foi lançado um misterioso trailer a anunciar uma estreia de Beyoncé, num especial de TV, para a rede americana HBO, mas não se sabia o que era em concreto. Aconteceu na noite de sábado. E o que de lá saiu foi um novo álbum da cantora intitulado Lemonade. Tal como o seu registo anterior, o disco homónimo de 2013, este também é descrito pela cantora como sendo um "álbum visual". Com músicas como "Daddy lessons", sobre sua complicada relação com o próprio pai, "Lemonade" é o trabalho mais pessoal de Beyoncé até agora. Os vídeos, que remetem a uma visão gótica do sul dos Estados Unidos, falam sobre tristeza, intuição, negação, raiva, apatia, vazio, prestação de contas e reforma — como se Beyoncé encarasse de cabeça erguida os anos de especulações dos tabloides sobre seu casamento com um dos nomes mais importantes da indústria fonográfica. "Você está me traindo?", pergunta a cantora em um momento. "Amigão, melhor crescer", canta em outro, referindo-se a um antigo apelido do marido. Em um capítulo, o ativista negro Malcolm X assassinado em 1965, aos 39 anos, entoa: "A mulher mais desrespeitada nos Estados Unidos é a mulher negra. A pessoa mais desprotegida nos Estados Unidos é a mulher negra. A pessoa mais negligenciada nos Estados Unidos é a mulher negra". Mães de jovens negros assassinados pela polícia, incluindo Michael Brown e Eric Garner, aparecem segurando fotos de seus filhos. Desde o ano passado, Beyoncé vem soltando pistas sobre o lançamento. Em vez de apenas repetir a estratégia de "Beyoncé", de 2013, a cantora explorou habilmente a expectativa de que faria isso novamente, com mensagens enigmáticas nas redes sociais, incluindo fotos da cantora com limões (a primeira foi publicada em setembro de 2015). Em fevereiro, em sua segunda participação no show do intervalo do Super Bowl — ela comandou o evento em 2013, dez meses antes de seu disco surpresa —, Beyoncé roubou a cena do Coldplay, atração principal da noite, e apresentou "Formation". O single, 12ª faixa do disco, levantou especulações fervorosas sobre o que viria pela frente. Depois de sua performance avassaladora, Beyoncé anunciou uma turnê mundial, que começa no dia 27 de abril em Miami e termina dia 31 de julho na Bélgica. Maximizando a sinergia de sua "marca", Beyoncé lançou na semana passada a Ivy Park, linha de roupas esportivas em parceria com a Topshop, que também evoca o empoderamento feminino. "Beyoncé", o disco, vendeu 365 mil cópias só nos Estados Unidos no primeiro dia, estreando em primeiro lugar na parada da "Billboard". Artistas como Drake, D'Angelo e J. Cole seguiram o exemplo da cantora, baseando-se na onda de excitação nas redes sociais que acompanha um lançamento inesperado. Beyoncé admitiu sua própria influência em "Feeling myself", de Nicki Minaj. "Mudei o jogo com aquele lançamento digital/Você sabe onde estava quando aquele lançamento apareceu/Eu parei o mundo", canta. A diva pop já havia trabalhado com a HBO, um dos canais de maior prestígio na TV mundial, com o documentário "Life is but a dream", de 2013, e na transmissão de um especial baseado na turnê "On the run", com Jay Z, no ano seguinte. Apesar do tom confessional e por vezes decepcionado, o disco tem um final feliz. "Lemonade" é concluído com cenas felizes do casal com sua filha, Blue Ivy. "Minha avó disse que nada real pode ser ameaçado", declama Beyoncé. "O amor verdadeiro me trouxe a salvação. Com toda lágrima vem a redenção, e meu torturador se tornou meu remédio. Então nós vamos ficar curados", finaliza. Para além de 12 canções, há um filme de mais de uma hora, dividido por várias partes, correspondendo às imagens para cada uma das canções, mas não só, incluindo uma série de interlúdios com poesia de Warsan Shire, e acabando o registo filmado por funcionar como objecto artístico autónomo, com alguns participantes ilustres como a tenista Serena Williams ou o marido da cantora, Jay-Z. O disco tem participações de músicos como The Weeknd, James Blake, Kendrick Lamar e Jack White. "Lemonade" é apresentado no Tidal como "um projeto conceitual baseado na jornada de todas as mulheres em busca de autoconhecimento e cura". O lançamento foi feito com um especial de TV para a rede norte-americana HBO. A exibição foi anunciada sem mais detalhes anteriores sobre o projeto. O que se repetiu também foi a estratégia de lançamento. Ou seja, apostou-se na surpresa. Ou pelo menos na semi-surpresa. Trata-se do sexto álbum de estúdio da cantora e está agora disponível para streaming ou descarregamento para os utilizadores do Tidal, o serviço de que o marido da cantora, o rapper Jay-Z, é um dos principais responsáveis. O álbum conta com um leque alargado de colaborações, de Jack White a Kendrick Lamar, ou de James Blake a The Weeknd. Os arranjos de cordas estão por conta de Jon Brion (Kanye West, Fiona Apple), mas nos créditos autorais surgem muitos outros nomes conhecidos (Ezra Koenig dos Vampire Weekend, Diplo, Father John Misty ou The-Dream), o mesmo sucedendo ao nível dos samples utilizados, com fragmentos sonoros pertencentes a nomes tão diferentes como Animal Collective, Yeah Yeah Yeahs, Led Zeppelin, OutKast ou Isaac Hayes. Musicalmente trata-se de uma obra ecléctica, movendo-se entre o R&B, o hip-hop, o rock ou o jazz, enquanto tematicamente parece demonstrar que Beyoncé quer mesmo expor as suas visões políticas, ao mesmo tempo que adopta um tom feminista. É a segunda vez seguida que Beyoncé lança um "álbum visual" sem anúncio prévio - anterior foi em 2013. Veja a lista de faixas do novo disco "Lemonade": 1. “Pray You Catch Me” 2. “Hold Up” 3. “Don’t Hurt Yourself” 4. “Sorry” 5. “6 Inch” 6. “Daddy Lessons” 7. “Love Drought” 8. “Sandcastles” 9. “Forward” 10. “Freedom” 11. “All Night” 12. “Formation” Para quem não sabe, o Tidal é uma plataforma digital criada pelo marido da cantora, o rapper Jay Z. Este é o segundo álbum visual de Beyoncé, cujo lançamento teve transmissão exclusiva da HBO. A produção contou com participações de cantores que estão em alta no momento, como The Weeknd, Kendrick Lamar e James Blake. Além das músicas, é possível conferir videoclipes envoltos de todo um contexto político-social, causas com as quais Beyoncé se identifica. Dentre elas, a luta contra o racismo e a miscigenação. Quem acompanha a carreira da americana sabe que o projeto Lemonade nasceu muito antes do que se imagina, pois aborda a valorização da cultura negra, como a polêmica canção que parou o mundo não só pela mensagem mas também pelo vídeo gravado por Beyoncé: Formation, lançada no mês de março. O vídeo contou com a participação da filha do casal, a "emponderadíssima" Blue Ivy. Segundo a própria Beyoncé, o álbum pode ser resumido como um projeto conceitual na jornada de todas as mulheres em busca de autoconhecimento e cura. O último álbum visual de Beyoncé foi lançado no ano de 2013, quando ela bateu um recorde, fazendo diversos clipes para suas músicas. Entre as faixas de 'Lemonade', estão: Pray You Catch Me, Hold Up, Sorry, Daddy Lessons, 6 Inch, entre outras. Fontes: G1, Billboard, Jornal O Globo, UOL, Blog do Ricky e Sony Music.
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sábado, 23 de abril de 2016

Tomorrowland Brasil estimula sentidos do público ao extremo

Vale tudo para estimular os sentidos do público na Tomorrowland --além da música eletrônica repetitiva que toca em todas as áreas da festa, dezenas de canhões laser se somam a máquinas de bolhas de sabão, telões gigantes e holofotes coloridos para completar o show. A força hipnótica que emana dessa parafernália visual é difícil de descrever. A cenografia da Tomorrowland mistura referências da natureza, com bancos na forma de orquídeas, a objetos mecânicos. No palco principal, engrenagens gigantes circundavam um telão onde o rosto de um androide surgia para saudar a audiência. Havia até uma roda d'água funcionando de verdade. Espalhado por todas as áreas do festival, o símbolo da Tomorrowland aparece vigilante: um olho acomodado no topo de uma borboleta. Mas toda essa estrutura colossal tem um preço, e ele não é baixo. Além dos ingressos, que custam até R$ 1,9 mil, no caso do Full Madness (loucura total, em inglês) VIP, os valores de alimentos e bebidas são altos. Um saco de pipoca custa R$ 12,5, e um temaki sai por R$ 25. Os organizadores também não pouparam na pirotecnia. Fogos pipocaram no céu estrelado de Itu a noite toda, enquanto lança-chamas instalados no palco aqueciam o rosto dos que dançavam mais próximos aos DJs. Laser e papel picado completavam o jogo cênico. O festival de origem belga, um dos maiores do mundo, encerrou a segunda noite da edição brasileira nesta sexta-feira (22) com show do sueco Alesso. No palco principal, o transe acontece com mais intensidade. As milhares de pessoas que se apertam aos pés da cabine do DJ acatam cada pedido dos artistas: vale balançar os braços de um lado para o outro e até cantar o "Hum" do personagem de Matthew McConaughey em "O Lobo de Wall Street" (esse foi um pedido da dupla belga-holandesa W&W), com direito a batidas no peito. Os feixes de laser colorido se transformavam ora em ondas azuladas, ora em formas geométricas vermelhas, numa dança luminosa frenética à qual a multidão assistia extasiada. Choveu papel picado, fogos estouraram e línguas flamejantes emergiram da beira do palco. Durante o show do holandês Afrojack, milhares de bastões de luz foram distribuídos ao público, como parte de uma ação de marketing de uma marca de energético. O DJ tocou um dos sets mais agitados e intensos até agora. Ao sacudir os bastões, a plateia parecia um tapete de LED em movimento. Afrojack tocou seu hit "Ten Feet Tall", um remix de "Pon De Floor", do Major Lazer, e "I Would Die 4 U", do Prince. O holandês lamentou a morte do músico americano. Na noite anterior, o francês David Guetta já havia feito um tributo ao tocar "Kiss", outro sucesso do cantor. E o público aprovou as homenagens. "Gosto quando os produtores misturam música eletrônica com os clássicos", diz Jessica Gomes, 22, que admitiu conhecer apenas algumas músicas do Prince. Ela assistiu aos dois sets e descansava sentada no gramado em frente ao palco principal. Nesta sexta-feira, a Tomorrowland assistiu também aos shows do holandês Armin Van Buuren e do brasileiro Ftampa, que tocou bass music enquanto o sol ainda brilhava sobre o Parque Maeda. Nos palcos menores, o tradicional núcleo de raves XXXperience trouxe o psytrance dos israelenses Infected Mushroom e o projeto suíço de progressive trance Liquid Soul. O brasileiro Alok teve seu próprio palco, o Brazilian Bass, onde tocaram a dupla alemã Aka Aka e o produtor goiano Illusionize. A Tomorrowland continua neste sábado (23), último dia do festival, quando tocam os irmãos belgas Dimitri Vegas e Like Mike, além do grego Steve Angello. No palco do brasileiro DJ Marky se apresentam os DJs Hype e Andy, entre outros convidados. A estrutura e cenografia impressionam desde a entrada, guardada por um arco-íris gigante inflável. Dentro, há uma área comum equipada com padaria, loja de conveniência, banheiros com chuveiro, bares e lojas de comida, pontos de recarga de celular, entre outras facilidades. O tipo de acomodação depende da categoria de ingressos. Na mais simples (R$ 250), o participante leva sua própria barraca. Na "Spectacular Dream Lodge" (cabana espetacular do sonho na tradução do inglês), ele paga R$ 5,2 mil reais e tem direito a uma pequena tenda com deck de madeira na frente. Bandeiras de vários países podem ser vistas penduradas sobre as tendas. O iraniano Mohammad Reza veio com mais quatro amigos de Teerã para curtir a festa. Eles tomavam sol num colchão inflável e comiam pistaches antes de voltar à pista de dança. "É o maior festival do mundo", diz Mohammad, que trabalha na indústria de cosméticos. Eles ainda planejam conhecer o Rio de Janeiro antes de voltar ao Irã. O quinteto estava acampado bem ao lado da analista financeira paulista Giselle Mazin, 28, que na noite anterior se divertiu conversando com eles na madrugada. Ela está numa tenda própria com uma amiga e reclamou da falta de proteção contra o sol, que a fez acordar nas primeiras horas da manhã. "É a primeira vez que acampo", diz Giselle. Ela também reclamou do custo e da duração do banho: por R$ 15, ela tem direito a 4 minutos de água corrente. "Com cabelo comprido, quase não dá tempo", diz. Os frequentadores apontam esses altos valores como um dos pontos negativos do festival. Outro exemplo: há uma área de recarga de celulares, também paga. Da mesma forma, o lado positivo da Tomorrowland pode ser visto claramente na Dreamville, inclusive na fila do polêmico banho. Por lá, o paquistanês Ali Uzair, 25, tentava explicar a um brasileiro a diferença entre sua terra natal e o Iraque. "Quero contar às pessoas do Brasil que no meu país não há só guerras. Somos um povo pacífico que gosta de música", diz o nativo de Islamabad. Na área das cabanas VIP, os americanos Joseph Reed, 35, e Chris Howard, 39, elogiavam a estrutura do festival. "Isto é mágico, o palco mais incrível que já vi na vida. E as mulheres são lindas", diz o californiano de Long Beach. A dupla estava acomodada bem perto de Paulo Gabriel Brandão, 30, que descansava com os parentes de Manaus (AM) nas cadeiras em frente a uma das cabanas. Ele acredita que o festival tenha melhorado em relação ao ano passado, com mais abastecimento de bebidas e alimentação. "O acampamento é bom porque você acorda e já está na festa", diz Suzana Martinez, irmã de Paulo. Enquanto os irmãos vivem a experiência do festival pela segunda vez, há também os estreantes na Tomorrowland. É o caso do equatoriano Jimmy Rio Frio, 26. Ele veio numa excursão com mais de 250 empregados da empresa de alimentos funcionais Omnilife, que bancou toda a viagem. "O festival é absolutamente incrível." A Tomorrowland tem sets do holandês Armin Van Buuren, do grego Steve Angello e do brasileiro Gui Boratto, entre outros. Na quinta-feira (21), mais de 60 mil pessoas compareceram, segundo a organização. No principal, tocaram Guetta, veterano francês, os suecos Axwell e Ingrosso, além do brasileiro Alok — um dos mais festejados pelo público. A música eletrônica agressiva dominou a noite, junto a versões de hits do pop americano. Bumbos graves ecoavam pelo gramado do Parque Maeda, em Itu, onde milhares de pessoas dançavam furiosamente. Os DJs tocaram sucessos da EDM (sigla para electronic dance music) como "Lean On", do Major Lazer, além de muitos remixes de músicas antigas. Muitos mesmo. Somente no set do brasileiro Alok, por exemplo, a plateia ouviu versões das seguintes músicas: "Satisfaction" (2003), de Benny Benassi, "Seven Nation Army" (2003), do White Stripes, executada ao menos três vezes ao longo da noite por outros DJs, e "Enjoy the Silence" (1990), do Depeche Mode. O público não pareceu incomodado, e vibrou a cada hit. Alok falou muito com a multidão e, quando esta acendeu simultaneamente milhares de celulares para filmá-lo, o DJ disse que aquela era a cena mais incrível que ele já havia testemunhado.
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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Conheça algumas regras para ganhar massa muscular

Os benefícios do ganho de massa muscular vão muito além da estética. O tecido da chamada massa magra apresenta uma atividade metabólica mais acelerada do que a do tecido gorduroso. Portanto, quanto maior o aumento da massa muscular, mais acelerado será o seu metabolismo, o que impacta positivamente todas as funções fisiológicas do organismo: do sono à eliminação de gordura corporal e controle do colesterol. Porém, engana-se quem pensa que a gordura é capaz de se transformar em músculo e vice-versa. Ou seja: emagrecer não implica necessariamente ganho de músculos. "São dois processos diferentes, e os estímulos que levam a cada resultado são distintos", explica o fisiologista da Unifesp Turíbio Leite de Barros. "Queimar calorias exige um aumento do metabolismo de todo o corpo, que usa o seu combustível para remover a gordura estocada. E isso acontece com os exercícios aeróbicos." O processo do corpo que leva ao aumento da massa muscular, por outro lado, acontece dentro das células do músculo. Quando uma pessoa realiza um exercício de força em um determinado grupo muscular, ela ativa enzimas presentes dentro dessas células que são responsáveis pela síntese de proteína. "Com as enzimas trabalhando em ritmo mais acelerado, aumenta-se a velocidade da síntese de proteínas. E essas proteínas são o que chamamos depois de massa muscular", diz Barros. Bom para todos - Segundo o médico, todas as pessoas têm condições de aumentar a massa muscular, mas não na mesma intensidade. "Existem diferenças genéticas que aumentam ou diminuem a propensão a ganhar músculos. A genética de cada um leva a resultados diferentes, mesmo que dois indivíduos sigam o mesmo programa de atividades", diz. Uma maior ou menor propensão a engordar, no entanto, não interfere na capacidade de uma pessoa aumentar sua massa muscular. "Há pessoas com facilidade para emagrecer que, no entanto, têm dificuldades em aumentar os músculos, por exemplo", explica Barros. Para especialistas, uma pessoa que segue as recomendações para ganho de massa muscular apresenta resultados visíveis após, em média, oito a dez semanas. No entanto, alcançar os objetivos não significa que uma pessoa possa deixar de praticar exercícios físicos sem perder o que foi conquistado. "É difícil determinar quando uma pessoa começa a perder massa muscular depois de deixar de se exercitar, mas é muito rápido. Os músculos não se mantêm como estão espontaneamente." Faça algum tipo musculação Fazer musculação não significa necessariamente levantar peso em máquinas de academia. "Musculação é um termo genérico que significa qualquer atividade que promova um estímulo localizado em determinados grupos musculares", explica Turíbio Leite de Barros, professor da Unifesp e fisiologista do Instituto Vita. "O tipo de exercício mais comum para aumentar a massa muscular é o levantamento de peso. Mas outras atividades também são eficazes, embora muitas vezes promovam aumento da massa muscular em menor escala. A corrida, por exemplo, é um exercício aeróbico, mas que fortalece a musculatura dos membros inferiores.” Evite exercícios aeróbicos antes dos musculares Se a prioridade é ganhar massa muscular, o ideal é fazer o treino de força antes ou intercalado com os exercícios aeróbicos, como a corrida. "A pessoa terá mais energia para puxar peso se começar pela musculação. Quando for para a esteira, estará com o corpo aquecido, o que elevará a queima de calorias e gordura", diz Vladimir Modolo, educador físico e mestre em fisiologia pela Unifesp. "Se ela fizer o contrário, o corpo vai demorar mais para começar a queimar calorias no exercício aeróbico e ficará mais cansado para o treino de musculação, de modo que o rendimento será pior." Para o fisiologista Turíbio Leite de Barros, treinos que intercalam exercício aeróbico com trabalho de força, como os circuitos, também surtem efeitos positivos. "Por serem dinâmicos, são mais motivadores para pessoas com dificuldade em passar muito tempo fazendo apenas musculação ou esteira." Varie os exercícios "Nosso organismo sempre trabalha para que o exercício seja confortável para ele", explica Vladimir Modolo. Isso é ruim porque, na zona de conforto, os músculos não crescem. "Algumas estratégias para driblar esse mecanismo incluem aumentar o peso dos exercícios e trocar o tipo de atividade para um grupo muscular a cada três ou quatro semanas. Assim, o organismo sempre estará em busca de adaptação." Dê descanso ao músculo Embora a prática de atividade física tenha de ser frequente, o mesmo grupo muscular não deve ser exercitado dois dias seguidos. "A musculação causa microlesões no músculo. O dia de descanso é importante para que a proteína chegue ao músculo e o regenere, levando ao aumento da massa muscular", diz o educador físico Vladimir Modolo. "Sem o dia de descanso, não há tempo para o músculo se recuperar." Se o treino for diário, é necessário alternar o trabalho de cada grupo muscular. "Deve-se, por exemplo, exercitar os braços em um dia e as pernas no outro", explica Turíbio Leite de Barros. Alimente-se adequadamente O corpo precisa de energia para se exercitar. Antes da atividade física, carboidratos são bem-vindos, de preferência os complexos, como batata doce e pão integral, não o açúcar simples. Depois do exercício, o corpo precisa repor a energia que gastou com mais carboidrato, e restaurar a integridade do músculo, função exercida pela proteína. "Uma pessoa normal deve ingerir, em média, 1 grama de proteína por quilo de seu peso total. Mas quem deseja aumentar a massa muscular pode elevar essa ingestão para 1,5 a 2 gramas de proteína por quilo de peso", diz Vladimir Modolo. Evitar gordura, açúcar e sal – regra que vale para praticamente qualquer pessoa – é especialmente importante para quem quer conquistar músculos. Comece aos poucos Pessoas que não estão acostumadas a praticar musculação não devem iniciar um treino de hipertrofia de cara, por mais que o objetivo seja ganhar massa muscular. "O ideal é que os exercícios musculares comecem com um maior número de repetições e pouco peso. Com o tempo, a tendência é que esse quadro se inverta: o peso aumenta e as repetições diminuem", diz Turíbio Leite de Barros. Iniciantes costumam iniciar o treino com três séries de doze a quinze repetições. Fontes: Turíbio Leite de Barros, fisiologista do Instituto Vita e da Unifesp, e Vladimir Bonilha Modolo, educador físico e mestre em fisiologia pela Unifesp e site da Revista Veja
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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Ícone da música com 100 milhões de discos vendidos, cantor Prince morre aos 57 anos nos EUA

O cantor Prince, de 57 anos, foi encontrado morto em seu estúdio de gravação no Minnesota, nos Estados Unidos, às 10h07m (horário local) desta quinta-feira. A informação foi confirmada por Yvette Noel-Schure, assessor do músico. A polícia disse que Prince foi encontrado num elevador e que tentaram ressuscitá-lo, sem sucesso. Não havia sinais de crime na cena. Dono de sete prêmios Grammy, conquistados entre 1984 e 2007, Prince emplacou cinco canções no topo da lista da "Billboard" e vendeu mais de 100 milhões de discos ao longo da carreira. Ele também venceu o Oscar de Melhor Canção Original em 1985, por 'Purple rain' e o Globo de Ouro, por 'The song of the heart', em 2006. Na semana passada, o cantor foi levado às pressas a um hospital de Moline, no Illinois (EUA). O problema de saúde do astro, que não foi revelado, obrigou seu avião particular a fazer um pouso de emergência na cidade quando ele voltava de Atlanta, onde havia se apresentado. Ele cancelou duas apresentações em 7 de abril, mas preferiu manter o show de Atlanta, apesar de não estar se sentindo bem. Depois de cantar, ele embarcou no avião e teve uma "piora considerável" no que foi descrito como uma gripe. Então, o avião precisou pousar para que ele recebesse tratamento. RELEMBRE A TRAJETÓRIA DO ASTRO "Produzido, arranjado, composto e executado por Prince". A frase na ficha técnica do disco "For you" era de total arrogância para um garoto de 19 anos. Mas o que ele anunciava em 1978, em sua estreia fonográfica, era o seguinte: ali estava um contendor para James Brown, Sly Stone, Stevie Wonder, Earth, Wind & Fire ou qualquer outro titã da black music. Com vocabulário, competência e ambição, era só uma questão de tempo para que Prince chegasse a rei. A coroação viria em seis anos, com "Purple rain", disco com o qual ele deixou de ser mais um na multidão de jovens e talentosos músicos negros americanos (em seu caso, com uma aptidão para incorporar novidades brancas, como a new wave) e foi alçado ao primeiro time do estrelato do pop. Ao lado de Michael Jackson, Madonna e Bruce Springsteen, Prince deu o tom dos anos 1980. O assombro provocado pela chegada de canções como "When doves cry" (um estranho e sedutor eletrofunk, com gemidos extáticos, teclados digitais e guitarra hendrixiana) e "Purple rain" (outro aceno a Hendrix, na forma de uma apaixonante power-balada), só quem estava lá em 1984 pôde avaliar com precisão. Depois que Michael Jackson quebrara, com "Thriller", as barreiras que separavam o pop negro do todo pop, Prince vinha trazendo um novo componente para a festa: o sexo, a ser praticado com um fervor quase religioso. A controvérsia (por sinal, título de seu quarto LP), não assustava em nada o artista — ela o alimentava, fazia-o seguir provocando. Disposto a não fazer o jogo da indústria, Prince entrou pela segunda metade dos anos 1980 gravando discos desafiadores que, ainda assim, eram capazes de produzir grandes sucessos, alguns dos quais não saem do repertório de seus shows. Descarada homenagem ao psicodelismo californiano dos anos 1960, o LP "Around the world in a day" (1985) trouxe "Raspberry beret". "Parade", do ano seguinte, tinha "Kiss", prova de que, se você é realmente gênio, não precisa muito mais do que uma bateria eletrônica vagabunda, uma guitarrinha e um punhado de vozes para criar um dos mais perenes sucessos das pistas de dança. O Prince que veio ao Brasil, em 1991, era um artista no total domínio do palco, com um caminhão de hits, repertório para todos os gostos (funks, rocks, baladas soul, números gospel e jazzísticos) e disposição para muito mais, como se veria em seguida com os álbuns "Diamonds and pearls" (1991) e com aquele de 1992, que, como título, trazia apenas um impronunciável símbolo — o mesmo pelo qual, mais tarde, o cantor exigiria ser chamado (e assim, não houve outro jeito senão tratá-lo como "o artista anteriormente conhecido como Prince"). Era um round da briga com a gravadora Warner, que iria para os tribunais e resultaria em sua retirada estratégica para o mercado independente, onde poderia expressar sua exuberância com liberdade. Mas foi aí que o bicho pegou. Ego e ressentimentos acabariam refletidos em seu primeiro lançamento de sua fase "não escravo", o álbum triplo "Emancipation", hoje lembrado, se muito, pela regravação de um velho sucesso dos Stylistics, "Betcha by golly wow". Os discos continuaram anos 1990 adentro, com pouco filtro, arte gráfica de gosto duvidoso e quase nenhum material para enfrentar a onda musical nada simpática do gangsta rap. Em meio a dificuldades para fazer os discos chegarem ao seu público e inquietações religiosas, Prince vivia ocaso parecido com o de Michael Jackson: como continuar vivendo depois de ter ido ao topo e voltado? Lentamente, o artista foi voltando ao jogo. Em 2004, ele lançou o disco "Musicology", o primeiro a ser distribuído por uma grande gravadora desde os tempos da Warner. Bem mais conectado com os novos tempos da música (e com seu próprio passado musical), esse foi o CD que o devolveu às paradas — era, afinal, aquele Prince que todos queriam ouvir. Conciliando sua nova crença religiosa com a profanidade dos antigos sucessos, o artista foi adiante, como um nome de peso nos palcos (seu desempenho em 2007, no show de intervalo do Super Bowl, mostrou que quem é príncipe nunca perde a majestade) e um interessante artesão do disco. Em 2011, ele cancelou a apresentação que faria no Brasil, no festival Back 2Black. Profícuo, continuou a lançar mais de um álbum por ano. Em 2014 foram dois: "Plectrumelectrum" e"Art official age". Seu álbum mais recente foi lançado no ano seguinte: "HITnRUN phase one". Prince é o gênio da lâmpada. O Rock in Rio poderia ter mil e uma noites e ele faria um show diferente em cada uma, usando o mesmo repertório. Quinta-feira esta mágica foi comprovada. Logo que o guitarrista Carlos Santana terminou seu show, as pessoas esfregavam as mãos, ansiosas: o som no Maracanã andara falhando, ameaçava chover e o público do estádio era menor que o da noite de abertura, quando Prince fez o espetáculo de encerramento. Às 23h15m, do meio da fumaça, a voz possante do baixinho repetiu o aviso do primeiro show: "Meu nome é Prince". Como se a plateia do Maracanã pudesse não saber disso. Depois do aviso, uma hora e meia de bombardeio sonoro. Prince fez de tudo no palco. Rolou no chão, foi acariciado por moças da plateia e criticou a guerra do Golfo, criando um movimento de quadris para protestar. No meio da música "Take me with you", deitou em cima do microfone e provocou, enquanto movia eroticamente o corpo: "Saddam, isso é para você". Mas o verdadeiro alvo de Prince era o público. O cantor, mistura de James Brown, Jimi Hendrix e Michael Jackson, não deixou ninguém respirar e dançou por uma hora e meia. O show de Prince começou com os dançarinos aquecendo a plateia para a entrada do mestre, que chegou de preto cantando "Let's go crazy". Era o sinal esperado: ninguém ficou quieto. Extasiado, o arquiteto Alexandre Gomes mal encontrava fôlego para falar: — Deus existe, é baixinho e feio. Assisti ao primeiro show dele, mas este está melhor. Gostei muito do Santana, mas Prince está um dedo acima de todos os artistas do festival. Lá em cima, com os cabelos esvoaçando pela ação dos ventiladores de palco, Prince pulava da guitarra para o piano, chamando a plateia para entrar na sua dança. "Shake" (balancem, em inglês), o nome da música, virou palavra de ordem, obedecida com prazer. Quando o furacão provocado por "Shake" foi acalmado, ele desembalou a guitarra para solar em "Purple rain", seu maior sucesso no Brasil. Antes de começar o solo, ele ameaçou parar de tocar, por causa de problemas com o som de palco. Os mesmos problemas haviam acontecido na apresentação de Laura Finokiaro (que tocou depois de Serguei, o primeiro do dia) e chegaram a inverter a ordem dos espetáculos: em vez de Prince, quem encerrou a sétima noite do Rock in Rio foi Alceu Valença, que deveria fazer o terceiro, desistiu e aceitou voltar no final. Na sala vip das gravadoras, Renato Russo, vocalista do Legião Urbana, mostrava sua admiração pelos múltiplos talentos do cantor. — Ele é um artista insuperável, gênio mesmo. É o melhor guitarrista que já vi tocar ao vivo. A cantora Marina engrossava o coro de elogios. Mais experiente que o resto da turma, ela já conhecia o arsenal de truques de Prince. — Já tinha visto o show dele em Paris. É de tirar o fôlego. Não gosto de ficar no meio da multidão, mas não podia deixar de vê-lo. Ele usa tudo que tem para hipnotizar o público. Mesmo sem tocar hits como "When doves cry" e "Batdance", Prince laçou a plateia pela cintura com "Kiss". Eufórico, ele distribuiu beijinhos, sorriu para o público e, só para lembrar, avisou: "Todos os meus amigos me chamam de Prince". No último dia 15, Prince precisou fazer um pouso forçado por estar passando mal em seu jatinho. Após dar entrada no hospital por conta de uma forte gripe, o cantor foi liberado e se apresentou no dia seguinte, aparentando estar recuperado. Representantes do ícone do pop afirmaram que ele voltou a se sentir mal no avião após o concerto. Prince Rogers Nelson nasceu em 7 de julho de 1958 e foi considerado pela mídia especializada como um dos grandes nomes do pop de todos os tempos. Ele vendeu mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo e agitou muito as baladas disco na década de 1980. Seu maior sucesso é o disco "Purple Rain" (1984). O álbum passou 23 semanas na lidenraça da para dos Estados Unidos, além de vencer três Grammys e o Oscar de Melhor Canção Original de 1985. Com a sua versatilidade e talento musical, o norte-americano produziu grandes hits como "I Wanna Be Your Lover", "Kiss" e muitos outros, distribuídos em seus mais de 30 trabalhos de estúdio. Edgar Piccoli, apresentador do Jovem Pan Morning Show e profundo conhecedor da música, lamentou e muito a morte do astro. Para ele, a perda de Prince tem a mesma magnitude de quando Michael Jackson e David Bowie faleceram. “A notícia da morte do Prince vem na mesma magnitude do David Bowie. Ainda não foi constatada o motivo da morte, sabia-se que ele estava com uma forte gripe. Ele foi para o hospital, foi liberado e alguns dias depois foi encontrado morto. Ele não era um cara inovador somente no cenário musical, ele mexeu com comportamento. Ele tinha uma coisa andrógena. Ele subverteu tudo isso e se pegar os últimos 30 anos, mudou a música. Muitas bandas não seriam o que são hoje se não fosse por ele”, disse o apresentador. Com todo um ar inovador e criando tendências não somente na música, mas na moda também, o ícone do pop tem o mesmo tamanho do que Michael Jackson, de acordo com Piccoli. “A obra dele irá ficar para sempre. Comparando com Michael Jackson, ele está no mesmo a patamar em termos de potencial artístico. Eles vêm de vertentes similares. Ambos foram uma grande perda para a música", completou. Bruno Mazzeo, humorista: "Prince. Ou, como ele se chamou por um tempo, The Artist. Gênio absoluto da música. Respect. RIP" Lenny Kravitz, cantor: "Meu irmão de música, meu amigo, O únici que me mostrou as possibilidade que eu tinha. Mudou tudo e manteve sua integridade até o final. Ele se foi. E meu coração está partido". Lindsay Lohan, atriz: "Obrrigada Prince por toda a sua inspiração e comartilhar seu talento incrivel com o mundo". Roberta Miranda, cantora: "Aos 57 anos foi tocar e cantar nos braços de Deus" Xuxa, apresentadora: "Morre mais uma lenda... Agora o príncipe do rock ... Prince" Ed Motta, cantor: "Amor máximo. Descanse em paz" Jennifer Lopez, cantora: "Chocada e muito triste". Kesha, cantora: "Uma vida magnífica. Pensamentos e orações aos famíliares e fãs do mundo todo" Reese Witherspoon, atriz: "Hoje perdemos um verdadeiro artista. Obrigada, Prince, por toda a música que você colocou no mundo". James Franco, ator: "Eu gostaria de ter expressado meu amor por ele antes dele partir" Ariana Grande, cantora: "Um artista que mostrou a verdadeira criatividade livre e mudou todas as barreira. Existem um milhões de coisas a dizer. Descanse em paz, Lindo Prince" Maria Rita, cantora: "Em choque e profundamente entristecida" Neil Portnow, President/CEO, presidente do Grammy: "Nossa família está profundamente triste" Maddona, cantora: "Ele mudou o mundo. Um verdadeiro visionário. Que perda. Estou devastada"
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Bela, recatada e do lar: Billboard reafirma Madonna como a maior artista de todos os tempos

Madonna continua reinando como a maior artista na história da música. Para eleger o Top100, levam em consideração os artistas que mais tiveram canções Número 1, que chegaram à segunda posição e também ao Top10 além da soma de Hits. Em primeiro lugar está a banda The Beatles e em segundo Madonna, sendo assim a maior artista solo que ainda continua na ativa, produzindo material com seus 33 anos de carreira. Na relação dos artistas com mais Number 1, singles que chegaram ao topo da principal parada Hot100, Madonna está em quinto lugar com 12 singles empatada com The Supremes. Na parada Top 10, Madonna tem o recorde absoluto com 38 singles na parada. Madonna também é a recordista de singles que chegaram ao primeiro lugar na parada Dance/Club Play, que mede as músicas mais tocadas nas boates e clubes noturnos dos Estados Unidos: são nada menos que 46 canções, a mais recente com Bitch I’m Madonna. A segunda colocada é Janet Jackson com 19 singles. True Blue foi eleito um dos 200 álbuns mais importantes, na 179 posicão, além de ser uma das melhores capas, na 34 posição. E tem mais recorde! Só Madonna tem 159 number-ones ao longo de seus 33 anos de carreira contabilizados em todos os formatos/paradas da Billboard! Já a rede de televisão ABC divulgou uma lista com as 30 maiores cantoras da história. Sem revelar quais foram os critérios para a elaboração da lista, a emissora norte-americana colocou Whitney Houston, Tina Turner e Aretha Franklin nas três mais altas colocações, com Beyoncé e Madonna logo atrás, na quarta e quinta posições, respectivamente. Nascida em 16 de agosto de 1958, Madonna realmente chegou para brilhar. Ela tem o Sol posicionado em Leão (que é um signo regido pelo Sol), localização que favorece em vários aspectos a carreira da diva. Para saber mais sobre a personalidade dela basta que analisemos com calma o seu Mapa Astral. Madonna irradia autoconfiança e vitalidade que são características do signo de Leão. Essa exuberância em suas apresentações tanto na forma de se vestir quanto na explosão de energia no palco, também são características de uma boa leonina. A diva tem um grande carisma com o público e uma enorme dedicação à carreira, características que podem ser explicadas pelo seu Ascendente em Virgem, que faz com que ela encare o trabalho como uma terapia ocupacional e sinta a necessidade de servir a outras pessoas. Você se lembra de qual foi a primeira música de Madonna que fez sucesso? Mesmo que você tenha mais de 30 anos, provavelmente diria que é "Holiday" ou "Like a Virgin". No entanto, o primeiro single da cantora a se tornar um grande hit das pistas de Nova York e a chegar ao terceiro lugar da parada dance americana foi "Everybody". A característica expansiva da diva e seu grande entusiasmo pela vida são resultados dos aspectos de posição do Sol. A personalidade expansiva, a plena confiança em seus talentos e capacidades estão relacionadas ao posicionamento do Sol em sextil com Júpiter. O Sol em trígono com Saturno proporciona determinação e capacidade para aceitar as responsabilidades. Essas características ajudam a utilizar bem a capacidade de trabalho e botam o sucesso ao alcance das mãos. Não é a toa que Madonna possui essa carreira brilhante e causa esse enlouquecimento no público. Os hits da diva fazem um enorme sucesso e sempre estão entre os mais tocados. De fato, ela possui muita criatividade para compor as músicas e criar coreografias. Netuno está na casa 3 no mapa da cantora, isso indica que a maior qualidade dela é a imaginação fértil e a enorme capacidade criativa, principalmente na área de comunicação. A imaginação fértil e a inspiração constante no dia-a-dia estão relacionadas à posição sextil de Mercúrio com Netuno. A criatividade tem relação com a capacidade mental profunda proporcionada pela conjunção Mercúrio com Plutão. Todo esse pique que a cantora tem para realizar as turnês é proporcionado por Marte. O planeta é relacionado à energia física e seu posicionamento na casa 9 significa elevado grau de entusiasmo e empolgação. Madonna tem um excesso de energia tanto física quanto mental, devido à quadratura de Marte com Urano. O sucesso não veio por acaso para ela. Toda a vitalidade, o comprometimento com o trabalho, a criatividade e o charme foram traçados pelos planetas na hora do nascimento da cantora.
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